Prata é prata
O Brasil na modalidade errada
Adriana Vandoni
Engraçada essa relação que o brasileiro tem com a derrota. Às vezes chego a pensar que o Barão de Coubertin era brasileiro e cunhou a famigerada frase "o importante é competir", já imaginando os resultados brasileiros em 2008 e os comentários jornalísticos. A cada prata ou bronze ouvia-se algo como: um bronze que vale ouro! ou uma prata que vale ouro!
Não vale. Por maior que tenha sido o esforço de cada um dos atletas, bronze não é ouro. Prata não é ouro. Estranha relação essa que o brasileiro tem com a vitória e que poder em encontrar compensações para a derrota!!! Incrível.
O desempenho do Brasil foi pífio, em especial quando se leva em consideração que o país que tem a pretensão de sediar a Olimpíada de 2016. E mais pífio ainda quando se contabiliza o que foi investido no chamado Esporte de Alto Rendimento. Entre 2005 e 2008, foram R$ 654,7 milhões. Isso tudo para um quadro de 15 medalhas. Ou seja, tirando as duas do César Cielo, da natação, cujo treinamento foi custeado por seus pais e pelos Estados Unidos, cada medalha brasileira saiu por R$50.361.538,46.
É muito caro! Ou muito obscura a aplicação desse recurso todo. Diretamente para o COB - Comitê Olímpico Brasileiro - foram entregues nada menos do que R$265,7 milhões, oriundos das loterias federais. As estatais brasileiras destinaram R$247,9 milhões, sendo: Caixa Econômica Federal para o atletismo e a ginástica; Banco do Brasil para o vôlei; Correios para a natação; Eletrobrás para o basquete; Infraero ao judô; e Petrobrás ao handebol. O levantamento foi feito pelo site Contas Abertas.
Mas o que aconteceu?
Se não faltou dinheiro, isto é, se este dinheiro todo chegou aos atletas, se não houve "embolsamento" de recursos, é melhor o Brasil desistir. Esporte olímpico não é a modalidade nacional.
Site: www.adrianavandoni.com.br
Adriana Vandoni
Engraçada essa relação que o brasileiro tem com a derrota. Às vezes chego a pensar que o Barão de Coubertin era brasileiro e cunhou a famigerada frase "o importante é competir", já imaginando os resultados brasileiros em 2008 e os comentários jornalísticos. A cada prata ou bronze ouvia-se algo como: um bronze que vale ouro! ou uma prata que vale ouro!
Não vale. Por maior que tenha sido o esforço de cada um dos atletas, bronze não é ouro. Prata não é ouro. Estranha relação essa que o brasileiro tem com a vitória e que poder em encontrar compensações para a derrota!!! Incrível.
O desempenho do Brasil foi pífio, em especial quando se leva em consideração que o país que tem a pretensão de sediar a Olimpíada de 2016. E mais pífio ainda quando se contabiliza o que foi investido no chamado Esporte de Alto Rendimento. Entre 2005 e 2008, foram R$ 654,7 milhões. Isso tudo para um quadro de 15 medalhas. Ou seja, tirando as duas do César Cielo, da natação, cujo treinamento foi custeado por seus pais e pelos Estados Unidos, cada medalha brasileira saiu por R$50.361.538,46.
É muito caro! Ou muito obscura a aplicação desse recurso todo. Diretamente para o COB - Comitê Olímpico Brasileiro - foram entregues nada menos do que R$265,7 milhões, oriundos das loterias federais. As estatais brasileiras destinaram R$247,9 milhões, sendo: Caixa Econômica Federal para o atletismo e a ginástica; Banco do Brasil para o vôlei; Correios para a natação; Eletrobrás para o basquete; Infraero ao judô; e Petrobrás ao handebol. O levantamento foi feito pelo site Contas Abertas.
Mas o que aconteceu?
Se não faltou dinheiro, isto é, se este dinheiro todo chegou aos atletas, se não houve "embolsamento" de recursos, é melhor o Brasil desistir. Esporte olímpico não é a modalidade nacional.
Site: www.adrianavandoni.com.br





Commentários no post "Prata é prata"
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Abel de Freitas disse ... (9 de setembro de 2008 23:38) :
Deixe seu comentário!Cara Adriana, no Brasil quase todo político é ladrao. Quase todos não, digamos, 99,9%.
Prenda-se Ali Babá, o ladrao mais ralé do país.